A nova definição de insuficiência cardíaca (2026)
Olá! Esta semana a insuficiência cardíaca ganhou uma nova definição — e ela muda como classificamos o paciente à beira do leito. Aqui vai o melhor da semana, curado, em 5 minutos. Bom plantão. 🫀
★ Destaque da semana
A nova definição de insuficiência cardíaca (2026)
A 2ª Definição Universal de IC (consenso AHA/ACC/ESC/WHF, Circulation 2026) aposenta os cortes rígidos de fração de ejeção. No lugar, três grupos clinicamente acionáveis — FE reduzida, FE preservada e FE melhorada — mais uma classificação universal por causa e a ideia de que a IC é uma trajetória (melhora, remissão, recuperação), não um rótulo fixo. O limite inferior do normal da FEVE fica em ≈53% (mulheres) e 52% (homens). Preparamos um resumo de 1 página com o que muda na prática.
No plantão · guia de bolso
Dispneia no pós-parto nem sempre é “só o puerpério”
A cardiomiopatia periparto é IC com FE < 45% no fim da gravidez ou nos primeiros 5 meses pós-parto — e o maior inimigo é o atraso, quando cansaço, falta de ar e edema entram na conta do puerpério normal. Montamos um resumo (AHA 2026) com os red flags, a investigação (eco, NT-proBNP, o que excluir) e o esquema BOARD de tratamento.
Vale ter à mão · parecer
Parecer pré-operatório: estratificar, não “liberar”
O parecer cardiológico para cirurgia não cardíaca é estratificar risco, pedir só o exame que muda a conduta e otimizar o que dá tempo. Nosso resumo do fluxo (SBC 2024 + AHA 2026) traz o RCRI (escore de Lee), o gatilho dos 4 METs, quando pedir troponina/BNP perioperatório e a regra de nunca iniciar betabloqueador a menos de 7 dias da cirurgia.
Use isso hoje
No próximo paciente com IC, classifique por grupo + causa + trajetória — não só pelo número da FEVE. E lembre: “FE melhorada” não é alta da terapia; mantenha o tratamento otimizado e a vigilância.